Tuesday, November 9, 2010

23

resguardo
o fogo que mata
nascido dos pés
a calvície mundana
e os empurrões
a crosta que sai
dos dias,
e nos deixa assim
sem estrada
um peito de rosas
queimadas

a tua mão
sedenta de mim
de ti em mim
e a mão,
uma mão que sangra
arrastando-se
de uma ponta à outra
do corpo
a tua boca
delicadamente pousada
sobre um seio
de pele arrepiada
instigando sensações
vai descendo coerente
cuidadosa no tocar
ardente

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