Wednesday, October 6, 2010

volúpia

o silêncio articulava-se nesse movimento parado da alma
numa dança infinita
de olhares cúmplices
as mãos,
de gestos buliçosos,
deixavam escapar o nervoso miudinho
espelhado nos seus corpos
a boca dela,
dengosa,
plena de uma sensualidade
de lábios mordidos pelo desejo
o sorriso era sincero, sabe-o bem
um sorriso como o sol da manhã
que nos beija os olhos e nos faz renascer,
e sentir o pensamento voar
solto no vento, no cabelo, na água dos rios
no pescoço de seda
beijar

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