Thursday, April 22, 2010

a lume brando

primaveras em flor, cravos
efémeras damas de companhia
de água aguardente
escaldadas a fundo,
e cores deslavadas
a guitarra desgarrada
anéis de cabelos descaindo para o rosto
vestes leves de sal e,
quisera eu ser bela,
um nó no peito desfazendo o amor me temeria os passos;
não são céus que desnudam vozes
braços frenéticos
em rodopio
tangos diáfanos

2 comments:

  1. Hello mulher poetisa!!Que contas agora?comigo está tudo a rolar e se não estiver faço por isso e acabo por vencer mais uma batalha!:) baixar "as armas" é que nunca!:D neste momento estou a preparar-me pr mais uma caminhada até terras de fátima e partilhar momentos que só quem passa percebe o que digo! e tu? não vais voltar a fzr o caminho de santiago?:)conta-me coisas de ti!temos mto que tricotar;) beijinho enorme e por favor: NUNCA pares de escrever!!!!*******

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  2. ai mulher poetisa :$
    comigo está tudo bem, como sempre :) também não baixo "as armas" e parar é morrer :)
    já foste a fátima, suponho! como é que foi? sim, sim, descrever uma caminhada é uma tarefa complicada. compreendo perfeitamente :)
    quando vieres cá, então, diz-me qualquer coisa e combinamos um lanche ;)*

    p.s. obrigada pelas palavras bonitas :)

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