Tuesday, September 22, 2009

outra vez, aqui

de amor te falo
do que me segura à tua pele
rodas dentadas
aspersores de água do mar
lavando-me a alma
e o teu rosto
aparecendo em todas as janelas que abro
em todas as imagens
de olhos fechados
um convite ao teu corpo
chamando-me
de sede,
peito acanhado
uma vergonha pura
que a saudade devolve sempre
diluída nestes momentos
de "outra vez, aqui"
quero-te
nas asas de um livro
na poesia rasgada
do meu pescoço
que aguarda uma boca
essa boca
a tua, lábios de seda
maçã, amora,
veludo de alperce
à sombra dos meus abraços quentes
o fervor que cresce
o calor que se dissolve
neste recanto da vida
que se amarra aos olhos
quero-te: assim, só

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